sexta-feira, 27 de abril de 2012

SONETO DAS BREVIDADES...


Vivacidade de Manabu Mabe.  Óleo sobre Tela. 65 x 81 cm, 1966. 
Museu Regional de Artes, Feira de Santana-BA.






Não sonharei, nem abrirei os meus
olhos a tristes realidades. Breve
é a noite, tua morte e teus achados;
eis o teu rosto e o teu desassossego.

Como amar tuas coisas senão sendo-as?
Como viver senão amando a vida?
– A rosa imensa que aos teus olhos vinha,
o enxame luminoso destes versos,

tornou-se a flora descendente e eterna,
formosa rosa branca imensa e insigne.
É preciso criar quando se crê,

é necessária a fé antes do fim,
rogar por quem ( na fé ) perdeu seu Deus...
Neste poema há mais que a minha vida.


TRÊS POEMAS DE SILVÉRIO DUQUE EM "DICTA&CONTRADICTA", º 8...






QUE SABES TU DOS FRUTOS, DAS SEMENTES...


Que sabes tu dos frutos, das sementes,
da dureza das flores contra o vento?
A aurora vem tragar a noite espessa
de onde brotou, sem dores, o teu grito.

Se a afirmação do amor nos aborrece,
Morrer é mera vocação dos vivos,
pois no morrer de tudo há um recomeço.
Não queiras mal ao tempo ou ao espanto;

não queiras mal ao grão, à terra escura...
Que sabes tu das trevas ou da carne?
Que sabes tu das noites, dos princípios?

Hoje, é chegado o tempo dos retornos
e toda forma espera o seu ofício
como o vaso existente todo o barro.


***




Este é um de meus poemas publicados na revista Dicta&Contradicta , nº 8...

Dicta&Contradicta é uma revista semestral lançada em 10 de junho de 2008 em São Paulo, pelo Instituto de Formação e Educação (IFE).

Reúne artigos e resenhas de intelectuais brasileiros e estrangeiros sobre os grandes temas da cultura ocidental: a ética, a filosofia, a literatura e as artes, sob uma perspectiva de longo prazo, desvinculada da política partidária e com uma vocação, na medida do possível, universal.

Com isso, a revista – com uma mentalidade acadêmica, mas sem academicismos – procura atender a uma demanda do mercado por textos de maior transcendência e profundidade.
Dicta&Contradicta traz um editorial – que expressa a opinião do Instituto de Formação e Educação –, uma seção de artigos principais, uma seção destinada a textos traduzidos de autores estrangeiros, um perfil de um intelectual ou artista, uma seção de filosofia e uma de literatura.

Além disso, há uma seção destinada à análise de poemas, intitulada Anatomia do Poema, um poema e um conto inédito, além de artigos breves sobre música, artes plásticas e cinema. Livros, destina-se às resenhas de livros nacionais e estrangeiros, e O lançamento que não houve a uma obra importante ainda não lançada no Brasil ou carente de maior visibilidade.

A revista fecha com Gênesis, um texto clássico de domínio público ainda não traduzido no 
Brasil, e com uma seção de humor.

A revista tem, como colaboradores, nomes como o de Antonio Fernando Borges, Bruno Tolentino, Carlos Felipe Moisés, Dionísius Amêndola Valença, Érico Nogueira, Fernando Henrique Cardoso, Ivo Barroso, Jessé de Almeida Primo, Luiz Felipe Pondé, Marcelo Consentino, Marcelo Ferlin Assami, Maria Cecília L. Gomes dos Reis, Nelson Ascher, Olavo de Carvalho, Pedro Sette Câmara...

Veja como adquirir sua revista através do site: http://www.dicta.com.br




COMBATE DE CENTAUROS...


Combate de Centauros de Arnold Bocklin (1885), Óleo sobre tela, 80X155, Galeria Nacional de Berlin.




COMBATE DE CENTAUROS:
ou CARTA ABERTA PARA ARNOLD BRÖCKLIN





Vocês já leram o artigo: Flipelô: desocupa, Inácio! que Henrique Wagner publicou no Expoart: http://www.expoart.com.br...? Não!? Então leiam:

Li recentemente uma nota de jornal que falava de uma feira de Literatura no Pelourinho, a Flipelô – Feira Literária Internacional do Pelourinho. O Minc autorizou a Fundação Casa de Jorge Amado a captar 2.636.600 reais para a realização da festa em homenagem ao centenário de nascimento do escritor baiano Jorge Amado (1912-2012). A princípio fiquei contente. O Pelourinho, sofrido e andrajoso, seria resgatado em função da feira, e haveria mais um encontro, além da Bienal, em torno do livro e da Literatura. Entretanto, logo me veio a imagem do feirante José Inácio Vieira de Melo, o alagoano que vem mandando na poesia baiana, participando e “organizando” tudo quanto é feira em que haja poesia e poema no meio, emprestando à Bahia um sotaque que não é nosso, um coronelismo que há algum tempo tentamos deixar para trás, e um mau gosto de província que igualmente nós, baianos, tentamos rechaçar, desde o tempo da corte.

É muito provável que todos que me conheçam e que conheçam meu entrevero com o fogoso poeta alagoano, comecem a pensar em uma questão pessoal. Há muitos argumentos que provam o contrário desse pensamento e que defendem uma preocupação, minha, muito sincera, com os rumos da poesia baiana oficializada pela mídia impressa, pelas tevês e pelos eventos literários.

Inácio organiza, há alguns anos, um espaço de apresentação de poetas na Bienal do Livro. Há alguns anos ele escolhe de modo pessoalíssimo os participantes do evento. Não há critério de outra natureza senão o critério da amizade, da filiação partidária – o partido do Inácio é a poesia que ele faz – e do fisiologismo. Inácio conquistou certo poder em Salvador porque é um homem de muito fôlego e sem a mínima vergonha para fazer amigos e influenciar pessoas. Não por acaso tem uma alentada fortuna crítica mesmo escrevendo as coisas que escreve. E como se trata de um rapaz com uma necessidade patológica de mostrar serviço aos pais, à cidade onde nasceu, a “seu povo” etc, faz e acontece para aparecer. O problema é que seu “método” excludente de trabalho acaba comprometendo uma quantidade significativa de poetas de todo o estado da Bahia. Não há honestidade cultural para separar a pessoa da obra. Ele não consegue convidar pessoas que não gostem do que ele escreve, por exemplo. E menos ainda pessoas que tenham discutido – e vencido a discussão com palavras, apenas – com ele sobre tal ou qual assunto.

Vale agora um parêntese: eu não pretendo participar da Flipelô. Não tenho nada a falar, não gosto de mesa-redonda com escritores jovens, não gosto do formato, milenar, de uma mesa ou cadeira, com um poeta falando de sua “vida e obra” aos 17 anos de idade, e lendo poemas. Estou representando, neste texto, uma turma de poetas que não consegue espaço porque o aboio livre de um alagoano, que se instalou na Bahia com truculência e malícia, vem ocupando todos os cantos da cidade com sua poesia ruim e suas limitações intelectivas, criando um cubismo sobre a realidade da poesia baiana, e um cubismo a la Menelaw Sete, e não a laPicasso.

Pois bem. Além da falta de honestidade cultural do poeta José Inácio Vieira de Melo, há ainda outros graves problemas. Um deles diz respeito ao formato da chamada Praça do Cordel, ou à concepção de seu funcionamento. Poesia é artigo de luxo e deve ser tratada como tal. Estive na Praça do Cordel (reparem no nome da praça onde poetas se apresentam, e não cordelistas, embora alguns lá se apresentem) apenas uma vez, na bienal mais recente, e porque uma pessoa muito querida minha leria poemas para o público. Desse modo é que testemunhei um dos acontecimentos mais vexatórios, mais vergonhosos que jamais eu testemunhara no meio literário. A completa falta de noção do organizador, a deselegância do apresentador ou mestre de cerimônias do evento – Cleberton Santos –, e sobretudo a burrice mesmo do que eu ouvia por parte desse apresentador. O espaço aberto não permitia que o público ouvisse um poema sequer. Esse mesmo espaço aberto possibilitava a constante entrada e saída de pessoas, comprometendo a atenção da plateia e mesmo a dos poetas que estavam se apresentando. E há ainda a escolha dos participantes. Vê-se de tudo: gritadores de poesia que mais parecem pedintes desesperados, sem dinheiro nem para comprar um desodorante, garotos que publicaram dois ou três poemas numa antologia organizada por Inácio, filhas de santo cuja poesia é uma recitação da negritude e do candomblé, sem literatura que a sustente. Essa falta de critério, ou esse critério defeituoso afasta o público neófito. Inácio vem fazendo o mesmo que os poetas que recitavam nas praças públicas faziam: Inácio vem afastando as pessoas da poesia. Vem trabalhando contra a divulgação da poesia feita em nosso estado. Quem não tem intimidade com poesia jamais vai pegar um livro depois de ver as barbaridades romanas no circo de Beto Carrero. E quem já conhece poesia vai chegar em casa e abrir correndo um livro de Cecília Meireles para matar a sede. Mantêm-se no séquito de Inácio os que já fazem parte do séquito de Inácio. O séquito cresce, de fato, mas porque cada garoto que integra uma antologia ou uma grade de apresentação numa feira do livro, traz uma família com pelo menos cinco pessoas que não leem poesia. Leem o parente.

O concorridíssimo Inácio estava ainda no Café Literário na condição de entrevistador dos poetas Antonio Brasileiro e Mariana Ianelli – isso depois de ter trocado de roupa, mais ou menos como a Beyoncé faz em seus mega shows. Lá constatei outro problema. Já não havia mais a deficiência da acústica e tampouco o problema de entrada e saída de pessoas, afinal, havia senha para quem quisesse prestigiar o encontro entre escritores, em um espaço fechado. Dessa vez o problema estava na inteligência do entrevistador, que fazia perguntas do tipo: “Por que você escreve?”. E a entrevista não caminhava. Antes claudicava. A outra pergunta era: “Quais os autores que o influenciaram?”. A essa altura estava claro para mim que se tratava de um quiz show e não de um encontro de escritores. Não houve, em momento algum do Café Literário, uma discussão sobre Literatura, de fato, sobre questões seminais da criação literária. Não houve qualquer profundidade, uma dialética, uma conversa inteligente que pudesse instigar o público. Desse modo a Bienal, no que concerne ao nosso estado, se torna um ponto de encontro entre amigos e parentes dos escritores, interessados pela pessoa no palco, e não pelo que o escritor tem a dizer. Há um desfile de misses de vários municípios da Bahia e uma porção de famílias na torcida. Mas não há uma Marta Rocha sequer no palco. Conclui-se facilmente que o problema, em verdade, é apenas um: José Inácio Viera de Melo.

Se eu organizasse um café literário, sem dúvida alguma convidaria o poeta alagoano José Inácio Vieira de Melo para se apresentar, de um modo ou de outro. Porque, ainda que eu não goste da poesia dele e não tenha uma relação amistosa com o centauro na casa dos quarenta anos, não posso negar que o rapaz vem fazendo poesia com uma paixão primitiva. E trabalha mais que um forçado, por sua poesia. Para cada poema uma arte visual, uma produção incrível. Viaja o nordeste inteiro para ler poemas (!) e publica um livro por ano, no mínimo. Divulga-se de um modo que jamais, agência alguma de publicidade, conseguiria superar. É um trabalhador incansável. Tem diversos poemas em tudo quanto é canto da cidade e não duvido que venha a ser o primeiro poeta a divulgar seu blog em Marte, quando a ciência criar possibilidades para isso. Não sou excludente e desonesto, culturalmente. Não sou exemplo de nada, e todos sabem disso. Mas levo poesia – e arte – muito a sério. E o fato é que é preciso mudar a imagem da poesia baiana de hoje.

É preciso abrir as portas para a qualidade e diversidade, e não para a quantidade. O que estou propondo é uma forma de democracia alicerçada em critérios estabelecidos por um grupo de pessoas mais ou menos ilustradas e cônscias do que seja poesia.

E peço que os poetas, baianos, que concordam com o pensamento manifestado acima, entrem em contato comigo, a fim de criarmos um grupo sólido de artistas da palavra que possam representar melhor a poesia de nosso estado. A poesia baiana, de fato.


Quando li este artigo de Henrique não conseguir pensar em outro nome que não o de Andy Warhol. E por quê?! Para mim, ninguém é mais responsável pela auto-complacência e pela vulgaridade daquilo que se chama Arte Contemporânea ao que Andy Warhol. Sua capacidade de destruir as coisas não se limitou às artes plásticas nem a sua pessoa, basta olhar a fortíssima influência que suas “idéias” em outros campos artísticos. O Concretismo, por exemplo, nada mais é do que a versão Andy Warhol para a poesia... a cagada é a mesma: arrancar da Arte, seja ela plástica ou literária, a sua natureza mais íntima e essencial, substituindo-a por sua forma mais banal e caricata. Mas Warhol está longe de ser superestimado, pelo menos por mim, porque, desde os anos 60, não há exemplo melhor do que ele para mostrar, a quem quiser enxergar, que não se deve subestimar o poder da Idiotice... principalmente quando se dá razão a um idiota. 

Para Andy Warhol, pessoas, eventos e produtos dependiam unicamente da exposição contínua, principalmente nos meios de comunicação de massa, assim, segundo ele, “existiam aos olhos do público”, que não precisava entender de arte ou de estilo ou, muito menos, de gosto, pois se estava o tempo todo na TV, por exemplo, é porque era bom, é porque era artístico e ninguém questionaria tal coisa; desta forma, Warhol formula a seguinte receita de sucesso, dividida em três partes:

Primeiro passo, usar um produto comum, sem truque formal ou técnica apurada a desafiar a menor das inteligências, dando a impressão de que a arte é algo frívolo, fácil e acessível à inteligência mais mínima.

Segundo, depois fazer uso deste produto em todos os meios de comunicação, principalmente quando estes “trabalhos artísticos” já são, de certo modo, partes destes meios, expondo-os e produzindo-os exaustivamente. Na era dos muitos reality shows e do YouTube isso faz mais do que sentido. 

O que não faz nenhum sentido é a arte, cuja função não é menor que tornar as coisas menos maçantes e dolorosas ser reduzida num mero esboço daquilo que ela mesma, em sua essência e função, torna maior e mais bela. Desta forma, incapaz de alcançar a arte pelo talento, Warhol, como todo narcisista tomado de inveja e frustração, desdenha daquilo que sempre desejou e tinha ciência de que jamais o obteria. Discípulo aplicado das monices artísticas de Duchamp, a vida de Andy Warhol não se limitou a retratar o mundo das celebridades, ele próprio foi a sua maior “criação artística”, e nisso se encontrava o seu terceiro e último passo para a sua receita malévola de destruição dos conceitos tradicionais e verdadeiros da Arte, do Gosto e da Estética. Com o ar petulante e ridículo, análogo àqueles coitados que, acabando de sair do Big Brother Brasil, acreditam ter vencido o mais rigoroso dos rituais de transcendência moral, filosófica e espiritual. 

Numa época em que a produção artística torna-se massificante, distribuída por mecanismos de produção em massa, o que Zé Inácio faz, segundo o que nos mostra o autor deste artigo, é copiar uma receita antiga que, há muito tem sido vendida a preço barato, porém com ares de restaurante francês de novela das nove, mostrando o quão somos subservientes a um tipo de vanguardismo sem sentido que há muito inunda nossos meios de comunicação, livros didáticos, escolas e tutti quanti; onde a qualidade do que se apresenta é praticamente nenhuma em relação ao como é apresentado. E o pior que pode acontecer a estes garotos e garotas, que mal deixaram de cagar nas calças e já são apresentados como cânones da Literatura Ocidental é acharem que realmente são o que lhes dizem que são; daí para não quererem mais se aperfeiçoar e não ler nada mais que seus próprios textos e os de seu “mestre de cerimônias” – o que já se constituiria numa absoluta desgraça – é um pulo.

Citando, também, o Ortega y Gasset – ais aí alguém que conhecia muito bem os perigos a valorização das idiotices – pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado, principalmente quando esta recompensa é uma autopromoção também autoenganosa, que não se mostra com outra função que não seja o da destruição de uma cultura verdadeira em troca de um engodo ao qual, se não tomarmos cuidado, receberá este nome; como já podemos ver neste “samba do crioulo doido” que se chama a política cultural brasileira; a cultura é o sistema de ideias vivas que cada época possui. melhor:  o sistema de ideias das quais o tempo vive; é uma necessidade imprescindível de toda uma vida, é uma dimensão constitutiva da existência humana, como as mãos são um atributo do homem, por isso o que o Henrique faz ao criticar esta sistematização da bajulice é fazer aquilo que nos recomendou o filósofo espanhol: “Em épocas de grande agitação o dever do intelectual é manter-se calado, pois nessas ocasiões é preciso mentir e o intelectual não tem esse direito”.

No final, o fim é sempre o mesmo: “poetas” e “poetisas”, “novos” e “velhos”, “conhecidos” e “re-desconhecidos” se amontoando na praça de Cordel da Bienal, em busca de seus 15 minutos de fama: “”, como In the future, everyone will be famous for fifteen minutes diria o próprio Andy Warhol, numa espécie de “Exercito de Reserva (Flutuante)” em quanto que seu organizador, sem nenhuma gota de escrúpulo ou elegância, faz-se visto e “amostrado” aos quatro cantos de um evento por ele mesmo produzido, pelo que me parece... Saravá!!!






Feira de Santana, 26 de abril de 2012.













quarta-feira, 25 de abril de 2012

DICA DE LEITURA: "DESTA VARANDA", O MAIS NOVO LIVRO DE ANTÔNIO BRASILEIRO...


Editora P55, 2011 – Coleção: Cartas Bahianas
Desta varanda, de Antônio Brasileiro Borges (P55 Edições, 2011 – Coleção: Cartas Bahianas) 


Antônio Brasileiro Borges nasceu em Matas do Orobó, interior da Bahia, mas foi em Feira de Santana e Salvador que exerceu a maior e mais importante fase de sua vida literária, como professor, poeta e articulador cultural. É autor de vários livros de poesia, entre os quais: Os três movimentos da sonata (1980), Licornes no quintal, (1989), Poemas reunidos (2005), Dedal de areia (2006)... entre outros. Em seu novo livro, Desta varanda (P55 Edições, 2011 – Coleção: Cartas Bahianas), Brasileiro nos mostra de maneira contundente porque é um dos maiores e mais peculiares poetas do Brasil. O livro é um arremate tanto das leituras que faz dos grandes mestres da literatura universal, como grande consumidor de poesia que é (que vai de Sá de Miranda a Baudelaire ou de Camões a Alexei Bueno), bem como de seu mundo pessoal e interior; (de homem do campo, professor, poeta, pai, ser vivente...) Em seus versos, o passado e o presente fundem-se de uma maneira única, e o mundo dos grandes clássicos da literatura alinhava-se ao das cantigas de roça e dos aboios sertanejos, mas sem se perder aquele fio da linguagem erudita que une e transforma tudo na expressão poética de um mestre maior. Antônio Brasileiro Borges é força poética crua e Desta varanda, em seus pouco mais de 40 poemas, mostra-se-nos como o resultado desta força poética em sua forma mais plena; é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores livros de poesia já lançados no Brasil; um livro que ninguém menos que um poeta maior poderia conceber. Por isso, eu o recomendo...



LAGOS SEM MARGENS*

Esta de asas exangues já não corta
o céu da vida, eis que está dormindo
nos veios esquecidos da memória.
E em veios da memória, esparzindo
um tempo que, em vãos de dor, comporta
outra memória e outra e, assim, fluindo
/escampos brancos da sutil história
pássaros breves, animais balindo
lagos sem margens pontes levadiças
cavaleiros encantos várzeas aves
do sono, exangues asas, áureas liças/
 – ó coisa todas vãs, todas mudaves!

não fosse a instância prima do existir
como seria bom, também, dormir.

***

OS BOIS DE OSSOS

A casa de meu pai era espaçosa,
nela cabiam todos os meus sonhos –
e fazendas, currais e os bois de ossos
que o menino tocava na varanda.
Do quintal avistávamos o cosmos.
Ilusões não as tínhamos: à sombra
das mil estrelas nuas, eis que nossos
confins mal abarcavam o horizonte:
até a Serra o mundo ia. E só.
Mas era este o mundo e este o encanto.

A casa de meu pai tinha mil salas
e um menino. E seu olhar de espanto.
Só tu, memória tola, não te calas.


***


SILS MARIA

O grande amor não quer amor: quer mais.
Tudo que somos é cais tumultuoso.
























*Os três poemas acima pertencem ao livro Desta Varanda, de Antônio Brasileiro... 




sábado, 21 de abril de 2012

OPRIMINDO A PEDAGOGIA...



 A Ars Nova surge em um tratado de Philippe de Vitry, diplomata, bispo e músico, nomeando o novo estilo de composição em oposição à Ars Antiqua. Vitry compõe músicas para o Roman de Fauvel (figura abaixo), um poema satírico onde Fauvel é um burro em forma humana, apresentando todos os seus vícios. Seu nome é formado pelas iniciais destes pecados:       Flattelerie (bajulação)     Avarice (Avareza)     Vanité (Vaidade)     Vilénie (Baixeza)     Envie (Inveja)     Lâcheté (Covardia)


VOCÊ JÁ CONHECEU ALGUÉM ALFABETIZADO PELO MÉTODO PAULO FREIRE?...
A Ars Nova surge em um tratado de Philippe de Vitry, diplomata, bispo e músico, nomeando o novo estilo de composição em oposição à Ars Antiqua. Vitry compõe músicas para o 
Roman de Fauvel (figura abaixo), um poema satírico onde Fauvel é um burro em forma humana, apresentando todos os seus vícios. Seu nome é formado pelas iniciais destes pecados:


    Flattelerie (bajulação)
    Avarice (Avareza)
    Vanité (Vaidade)
    Vilénie (Baixeza)
    Envie (Inveja)
      Lâcheté (Covardia) 






OPRIMINDO A Pedagogia

ou PAULO FREIRE E SEU INFALÍVEL “MÉTODO”
PARA TRANSFORMAR IDIOTAS
EM IDIOTAS MAIORES AINDA


O comunismo é uma espécie de alfaiate que
quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente.
MILLÔR FERNANDES






Não há nada pior e nem mais chato para um educador do que se sentir obrigado ao acacianismo – a explicar o óbvio; pior ainda é ter de repeti-lo. Digo isso porque não é primeira vez que terei de falar de coisas como essa; coisas que em uma conversa entre pessoas de, no mínimo, bom senso, não serviriam nem como piada de mau gosto... Do que me refiro? De nossa Educação, e a maneira abjeta pela qual seus responsáveis têm, ao longo dos últimos anos, transformado o que era extremamente ruim em algo ainda pior. 


Exagero...? A notícia que recebi esta semana, de que Paulo Freire fora outorgado “Patrono da Educação Brasileira”, faz-me pensar diferente...

Há muito venho dizendo que a grande maioria das universidades brasileiras, imbuídas da mais fina flor carnívora do gnoticismo secular (como Kant, Hegel, Nietzsche, Heidegger e, principalmente, Marx, Engels, Bakunin, Comte, Gramsci, Sartre e Foucault, dispensando e ignorando completamente a existência de um pensamento filosófico que consiga ir além de uma ordenação do ser e das coisas que não estejam somente neles mesmos), nada mais é que berçários de agitadores e de bajuladores de criminosos sociais; daí, a incapacidade de ver, para além de sua índole burra, corrupta e destrutiva, o mundo de complexidades e maravilhas que se derrama a olhos vistos; mesmos aos dos mais inaptos.  Assim sendo, ao invés de se fundamentarem como centros de saber em constante aprimoramento, nossas universidades são responsáveis por propagar uma política educacional tacanha, detestável e limitadora, onde a iniciativa individual e a inventividade são consideradas ações extremamente perigosas e cujo objetivo não é outro senão destruir os princípios pelos quais tais instituições se criaram e se firmaram. E é justamente a ninhada deste criadouro de ideólogos da ignorância que se encontra, hoje em dia, tanto em nossas escolas, doutrinando e emburrecendo nossas crianças, bem como dirigindo aquela que deveria ser a maior e a mais idônea das instituições deste país: o MEC.

O nosso Ministério da Educação, ao longo dos últimos anos, não tem mostrado outra razão de ser e de agir para além da disseminação de ideais políticos em que toda educação e toda moral, como também toda arte, toda literatura se tornam sujas e apequenadas. E quem mais tem sofrido com isso são nossas crianças e jovens do ensino fundamental e médio que, quando não são emburrecidos, são transformados em pequenos Ches Guevaras por seus professores, que, desviando-se, freqüentemente, da matéria e do objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional, adotando ou indicando livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica, como o Marxismo e coisa e tal, impondo a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas, exibindo obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo, ridicularizando gratuitamente ou desqualificando crenças religiosas ou convicções políticas, ridicularizando, desqualificando ou difamando personalidades históricas, políticas ou religiosas que não se enquadram em seu estreito “ciclo de heróis”, pressionando alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos, aliciando alunos para participarem de manifestações, atos públicos, passeatas, etc., permitindo que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas, encaminhando o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento, divulgando e fazendo propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas, omitindo ou minimizando fatos desabonadores da corrente político-ideológica de sua preferência – como, por exemplo, o facto de que Cuba é uma ditadura cruel e sanguinária –, transmitindo aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” (comunistas, por exemplo) e os “do mal” (a exemplo: capitalistas), não admitindo a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão; promovendo atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo, ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, não impedindo que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos, utilizando-se da função de professor para propagar idéias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos, constrangendo-os por não partilharem das mesmas idéias e juízos, há décadas vem desencadeando um dos maiores e mais covardes processos de doutrinação ideológica “nunca antes visto na história deste país”... Pronto, falei...!

Agora, para enterrar de vez um sistema educacional mais do que doente – moribundo... –, foi publicada no Diário Oficial da União, desta segunda-feira, dia 16 de abril (mas bem que poderia ter sido assinada no dia 1º), a lei que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira. A lei é assinada pela presidente Dilma Rousseff; poderia ser diferente...?!

O que mais chama a atenção ao leitor desenformado é que o tal método Paulo Freire é o mesmo método, dentre os mesmos, com os nomes-chaves diferentes e um alicerce nada científico: o diálogo e o amor (resumidos apenas na noção político-ideológica da esquerda marxista que há anos se apresenta como o maior câncer político de nosso país). Transformando tudo em “comunidade”, menos “instituição”; mas o resultado é absolutamente o mesmo – a princípio, porque, depois, piora - 
como bem acentuou o crítico Henrique Wagner, em um brilhante e elucidativo artigo intitulado de O método Paulo Freire de Luís Inácio1

“A simpatia que a esquerda tem pela pobreza, a miséria e a burrice jamais me pareceu honesta, nem quando eu sequer sabia que os homens se dividiam em partidos políticos. Hoje sei exatamente o que significa essa simpatia: a própria burrice da esquerda e coerção política. Naturalmente não são todos os intelectuais de esquerda que sofrem de escassez de sinapses. Basta lembrar nomes como Helio Pellegrino, Antonio Candido e Roberto Schwarz, dentre outros poucos. Mas não dá para engolir a boa intenção de Paulo Freire. Se era uma mente brilhante, certamente não brilhou enquanto vivo... Quando se trata de educação a coisa se torna séria. Mesmo o analfabeto – talvez ele mais que qualquer outro – sabe da importância de uma formação educacional. E por conta disso é que Paulo Freire, com seu famigerado método tabajara, acaba se tornando caso de CPI – ‘cultura paupérrima irrestrita’”.



e arremata: 



O Método Paulo Freire de Alfabetização de Adultos tem origem na década de 1960, com toda aquela onda de Centro de Cultura Popular e interiorização do Brasil, que usou esse discurso para construir Brasília e abrir as portas do país para os grandes negociantes judeus do mundo inteiro. No que consiste, exatamente, esse método? É quase difícil dar a resposta porque parece não haver uma: consiste em educar a criatura dentro de sua realidade. Dessa idéia genial surge toda uma teoria que apenas substitui termos e expressões dos mais velhos métodos de educação do mundo inteiro. A expressão “sala de aula” é substituída por “círculo de cultura”; “educador” vira “animador”; “plano de aula” vira “ficha de cultura”. E as palavras viram “palavras geradoras”, por meio das quais se chega aos “temas geradores”. Esses temas geram reuniões, encontros, e não exatamente aulas, e tudo é discutido da forma mais democrática do mundo. Essa democracia toda deve desembocar numa terrível falta de disciplina, sobretudo se pensarmos no público alvo: pessoas sem experiência alguma com o tal diálogo tão propalado pelo método. Os animadores começam o trabalho recolhendo as tais “palavras geradoras”, palavras da comunidade. Por exemplo: ouvem alguém falar, no interior de Mossoró, a palavra “enxada”, e então recolhem essa palavra. A palavra “seca”, uma vez falada, é logo recolhida. E assim por diante. Constroem temas da realidade de Mossoró a partir dessas palavras e, com as “fichas de cultura”, vão dando continuidade à grande descoberta de Paulo Freire, qual seja, ensinar a ler e a escrever no máximo doze palavras, todas do universo dos alunos de tal e qual comunidade. Devo lembrar que Simone Weil (1909-1943), filósofa francesa, para alguns uma mística cristã, fez praticamente o mesmo em fábricas da Europa sem, em momento algum, dizer que havia criado um método. Ela ensinava filosofia aos operários a partir da realidade deles, capacitando-os a questionar, de forma consciente, seus deveres e direitos. Ensinava ainda latim e grego. Acredito numa educação com autoridade – sem autoritarismo, é claro. Acredito em funções claras, bem definidas, e em mestres, não em “animadores” de festa de adulto. Acredito em inspetor, diretor e professor. Acredito em disciplina e livros, em normas, regras, hierarquia. Era assim quando a minha geração, tão pobre culturalmente, ainda não havia nascido. Era assim quando estudaram no Colégio da Bahia, em Salvador, João Carlos Teixeira Gomes, Fernando da Rocha Peres, Carlos Anísio Melhor, Calasans Neto, Ruy Simões, Glauber Rocha, Florisvaldo Mattos, Vivaldo da Costa Lima. Cordel para eles, só no recreio: comprava-se uma cocada e recebia-se uma peleja de brinde.
 

Mas não espere, caro leitor, nada melhor da política do PT, ou qualquer outro partido adorador do regime dos Castro, como o PCdoB, PSTU, PSOL, ou anomalias políicas semelhantes... Com 15 anos de profissão, nunca vi o "método" de Paulo Freire ir além da “idiotização” tanto de seus mestres quanto de seus prosélitos; e se este método tem alguma coisa a acrescentar à nossa sabedoria é a apenas em ajudar a responder os verdadeiros motivos de a educação no Brasil ser considera uma das mais desgraçadas do mundo. Por quê? Porque se baseia justamente em idiotices político-pedagógicas como o método de Paulo Freire fazendo com que o idiota médio, mais conhecido no meio educacional como “pedagogo”, não vê necessidade de avaliar os alunos pela meritocracia. Os professores deverão ser, nas palavras dos pseudo-educadores, “agentes de transformação social”. Nada mais feliz do que uma definição como esta: desde que me entendo por professor, tais coisas só ajudaram a transformar gerações de alunos, e, futuramente, professores, em verdadeiros retardados mentais e o senhor deseducador, chamado Paulo Freire, é o pai espiritual da pedagogia oligofrênica que há anos transforma nossos professores em débeis, imbecis e retardados mentais.

Na verdade, a figura do velhinho embusteiro e charlatão – mas com uma cariiinha de bom moço –, conseguiu idiotizar uma geração inteira de alunos e professores com a tal “pedagogia do oprimido”. Na prática, nada mais é do que a pedagogia do professor comunista, opressor e totalitário, que ideologiza e transforma alunos em seres lobotomizados, meros propagadores de ideologias políticas espúrias, quando, na realidade, não sabem ler um livro de dez páginas, escrever uma carta ou decorar a tabuada.

Tal é a destruição da inteligência que esta metodologia tão vigarista, corruptora do papel e das mentes, fez na educação brasileira que, quanto mais estúpido o aluno é, maiores serão as chances de ele passar... seja lá pro que for. Se não bastasse a idiotice de aprovar os analfabetos, os incultos, os preguiçosos e demais criaturas relapsas, o governo, para promover a "jeguinice", criou as cotas raciais nas universidades: ou seja, o idiota agora é racial. O Estado distingue e privilegia racialmente os idiotas. Não será inverossímil, um dia, que os pedagogos, insatisfeitos com as cotas raciais, cotas de escola pública, para gays, mulheres, para isso e aquilo, criem uma cota específica para quem nunca passará no vestibular: a cota para burro!... Mas, no final tudo isso,  resumir-se-ia a uma única cota; uma cota para os ressentidos daqueles que são mais inteligentes e bem sucedidos que eles e que não se preocupam em parasitar nem a ninguém, nem aos cofres públicos, ou seja, a COTA PARA COMUNISTAS e seus simpatizantes, pois, como bem acentuou o crítico Jessé de Almeida Primo, em sua página no Facebook :

“Li a famosa Pedagogia do oprimido, que deveria ter o seguinte subtítulo: ‘Como ter ressentimentos e odiar pessoas mais bem sucedidas que você e parasitá-las e aos cofres públicos’. Passada a fase de odiar as elites brasileiras, o discípulo de Paulo Freire, em grau mais elevado, ou com diploma do MOBRAL (essa tirei do baú) pendurado na parede, aprenderá a ser do PT ou do PSOL ou do PSTU (qualquer esquerda serve) e passará a odiar os Estados Unidos ou qualquer país que não fique na América Latina e cujos governantes não tenham a cara de Dilma e de Kischner. O manual de Paulo Freire, aplicado “até o fim”, como diz um poema satírico de Bruno Tolentino, ‘lobotomiza jumento’”.



E agora, numa atitude extremamente arbitraria, sem se quer dar-se ao trabalho de abrir um almanaque e com o único intuito de favorecer o seu ciclo “de heróis”, em sua maldita revolução, uma mentira ignominiosa chamada método Paulo Freire dá , ao seu "criador" o título de patrono de nossa educação...

É justamente aí que eu me pergunto: quem foi Paulo Freire? Ninguém! Ninguém a não ser um esquerdista insano que defendia coisas como a luta armada e escreveu um monte de idiotices em seus livros de uma boçalidade “nunca antes vista...etc e tal”; tido como educador, sendo que nenhum de seus livros fala de um verdadeiro processo ensino-aprendizagem, não orientando professor algum, não expondo a importância da família e nem dando sugestões à melhoria do cenário educacional. Seus livros, aliás, são apenas meras cartilhas marxistas que, na prática, como literatura didática, e verdadeiramente educacional, não serviriam nem para uma falta repentina de papel higiênico em uma escola qualquer, e o seu famoso Pedagogia do Oprimido nada mais é do que um libelo para formar professores lobotomizados que mais são doutrinadores esquerdistas que efetivamente pessoas imbuídas em ensinar. Para piorar, o tal “método” que ele inventou, foi aplicado no Brasil, Chile, Guiné-Bissau, em Porto Rico e outros lugares, porém, nunca produziu nenhuma redução das taxas de analfabetismo em nenhum desses lugares, ou parte alguma. Em compensação, onde seu nome era citado ou sua “pedagogia” aplicada, houve um florescimento espetacular de louvores em todos os partidos e movimentos comunistas do mundo inteiro. Há razão maior do que esta para que Paulo Freire seja considerado nosso Gênio maior... depois do presidente Lula, é claro...?!


Todavia, eu posso estar enganado... tantas vezes já me enganei. E o fato de nosso querido Paulo Freire tornar-se Pa-tro-no de nossa Educação seja motivo para celebrar, como bem acentuou Olavo de Carvalho em seu artigo Viva Paulo Freire!:

...aprovo e aplaudo calorosamente a medida. Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais. Quem poderia ser contra uma decisão tão coerente com as tradições pedagógicas do partido que nos governa? Sugiro até que a cerimônia de homenagem seja presidida pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, aquele que escrevia ‘cabeçário’ em vez de ‘cabeçalho’, e tenha como mestre de cerimônias o principal teórico do Partido dos Trabalhadores, dr. Emir Sader, que escreve ‘Getúlio’ com LH. A não ser que prefiram chamar logo, para alguma dessas funções, a própria presidenta Dilma Roussef, aquela que não conseguia lembrar o título do livro que tanto a havia impressionado na semana anterior, ou o ex-presidente Lula, que não lia livros porque lhe davam dor de cabeça”.

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Mas, por enquanto, limitar-me-ei apenas a afirmar, verdadeiramente, apenas uma coisa: “Viva Anísio Teixeira”!!!





Feira de Santana, 16-21 de abril de 2012...








NOTAS:       


quinta-feira, 12 de abril de 2012

LANÇAMENTO EM SALVADOR DE “COBRA DE DUAS CABEÇAS”...






A Mondrongo Livros - Editora do Teatro Popular de Ilhéus, lança em Salvador, Cobra de duas cabeças, obra de Herculano Assis, organizada por Gustavo Felicíssimo, trazendo poesia e prosa inéditas de Sosígenes Costa. O evento ocorrerá na Academia de Letras da Bahia, na próxima quarta-feira, dia 18, a partir das 18 horas.

Sosígenes Costa é um dos maiores poetas baianos de todos os tempos, mas o ponto alto de Cobra de duas cabeças são textos teóricos sobre literatura, em que SC discorre com humor e ironia sobre a obra de poetas consagrados, como Ferreira Gullar, Manuel Bandeira, Raul Bopp, entre outros. A obra recupera ainda uma rara entrevista concedida pelo autor ao editor e jornalista Reynaldo Jardim, publicada nos anos 50 na 2ª edição da revista Marco, no Rio de Janeiro. Cobra de duas cabeças trás também textos críticos de Jorge de Souza Araujo e Heitor Brasileiro Filho, bem como anexos fotográficos do acervo familiar, manuscritos e originais datilográficos. 

O lançamento de Cobra de duas cabeças, obra que trás poesia e prosa inéditas de Sosígenes Costa terá em Salvador dupla programação. Dia 18 , o evento ocorre na Academia de Letras da Bahia, a partir das 18 horas. No dia 19 é a vez do Sebo Praia dos Livros, no Largo do Porto da Barra, entre 17 e 19 horas.
Na seqüência do segundo dia acontece o imperdível Pós-Lida, com participação do antropólogo e historiador Luiz Mott e do poeta Glauco Mattoso (via internet).


quarta-feira, 11 de abril de 2012

LANÇAMENTO DO LIVRO MIRANTES DO POETA ROBERVAL PEREYR NO MAC...




O MAC (Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana) abre seu espaço para o lançamento do livro Mirantes, do poeta Roberval Pereyr, o evento ainda conta com a participação musical de Camila Gonçalves, Tito Pereira e Lucas Pereira. Vencedor do prêmio Braskem 2012, oferecido pela Academia de Letras da Bahia, Roberval Pereyer brinda os leitores com as paisagens poéticas de Mirantes. Com uma índole profundamente lírica, seus versos primam pelo refinamento com que transformam a matéria-prima das emoções em poesia. Como diz Antonio Carlos Secchin: “Mirantes é cabal demonstração de como é possível conciliar, em alto nível, despojamento verbal e densidade reflexiva”.

No próximo dia 13/04 (sex) à partir das 20h... Não percam!!!